sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Capitulo 4 ~ Dor, palavra chave

De repente tudo se iluminou, percebi que estava em um quarto de hospital, pois havia soro no meu braço, e tudo lá era branco. Eu olhei para os lados, suspirei triste, ninguém aqui comigo.
Fiquei me distraindo com as gotas que caiam do saco de soro e iam para a minha veia. Até que uma enfermeira entrou no quarto.
- Você acordou! Vou dizer ao seu namorado que ele pode entrar. - e se foi.
O Daniel está aqui pelo menos, suspirei.
A porta se abriu, e pra minha surpresa, não era o Daniel, era aquele garoto da praia.
- Oi. - ele disse.
- Oi. - eu abaixei a cabeça e escorreu uma lagríma de meus olhos.
- Meu nome é Bruno. 
- Meu nome é Scarlett. - eu disse com as mãos no rosto.
- O que aconteceu? Você está triste.
- Nada, não.
- Pode falar. 
Ele tirou as mãos de meu rosto e olhou nos meus olhos, pela primeira vez percebi que ele era lindo, seu olhos eram azuis, seus lábios era grossos, seu nariz era perfeitamente modelado, e seus cabelo eram negros e vinham até os ombros, ele era moreno também ;P
- Ninguém veio me ver, ninguém sentiu minha falta, e o garoto que eu amo vai se... - minha voz falhou.
Eu abaixei a cabeça e comecei a chorar.
- Malditas lagrímas! - eu solucei.
-Shh... se acalma. - ele limpou minhas lagrímas. - Eu sei como é isso, a garota que um dia eu julguei ser o amor da minha vida se casou e nunca mais falou comigo.
Eu o abracei e comecei a chorar mais ainda.
- Eu não quero perder o Rodrigo!!
Depois disso a gente ficou conversando umas duas horas, até que apareceu uma  médica e me deu alta. Eu me despedi do Bruno, fui até a praia que era pertinho, peguei meu carro e fui pra casa.
Cheguei, coloquei o carro na garagem e entrei em casa, ouvi gemidos vindos do andar de cima e fui ver, curiosidade a mil. Cheguei na frente da porta do Daniel e estava ele e a Amanda na cama, eu comecei a chorar baixinho e fui para o meu quarto. Peguei todas as minhas coisas e desci, escrevi um bilhete e coloquei as coisas no carro, fui embora.
Vagava sem rumo pela cidade, minha cara estava vermelha de tanto chorar, como ele pode fazer isso? Isso é traição.
Parei na frente de um prédio que minha mãe morava antigamente, ela havia me dado o apartamento mobiliado dela quando completei 19 anos.
Entrei e joguei minhas malas no quarto, a Suzana, nossa antiga empregada cuidava do apartamento toda a sexta.
Arrumei tudo, tomei um banho, coloquei um short rasgado, uma havaianas, uma regata preta e fiz um coque no cabelo. Peguei minha bolsa, tranquei a porta e fui pegar o elevador.
A porta se abriu, e pra minha surpresa quem estava lá, era o Bruno.
- Oii. - eu disse baixando a cabeça.
- Oii. - ele disse me abraçando.
Na hora eu achei super normal, mas quando ele me abraçou eu corei, me senti bem. Ele me largou e foi para outro canto do elevador.
-Tudo bem?
- Mais ou menos.
- Por que mais ou menos?
Expliquei toda história pra ele.
- Nossa que cara imbecil. - ele disse meio irritado - Sério. - ele me abraçou de novo e nos ficamos assim, abraçados - Vamos jantar ali no Le Drumund?
- Pode ser, mas me deixa me arrumar direito, aquilo é um restaurante chique e eu tô muito simples.
- Ok, vou me arrumar e você também.
Voltei pro meu apartamento e fui tomar outro banho, coloquei um vestido tomara que caia preto, cheio de babadinhos, um meia pata branco, deixei o cabelo solto e fiz um make bem foda.
Peguei uma bolsa-carteira, tranquei a porta e fui pro elevador, o Bruno já estava no saguão do prédio.
Ele estava lindo, eu fiquei babando uns dois minutos, até que ele me pegou pela cintura.
- Scarlett, para de babar. - riu.
- Convencido você, hein?
- Que nada.
Nós saimos do prédio, atravessamos a rua e entramos no Le Drumond. O Bruno deu o nome da reserva e logo veio o cozinheiro chefe.
- Oii pai. - disse o Bruno.
- Oi filhão. - o Bruno se desvencilhou de mim e o abraçou - E a linda garota ao seu lado, quem é?
- Scarlett Backleen, prazer em conhece-lo.
- O prazer é todo meu, sou Paulo Dregzzayner, pai do Bruno. Finalmente ele arranjou uma namorada, fazia dois anos que ele não namorava ninguém.
- PAI!!
- Que?!?
- Não foi nada, Bruno.
- Bom... nós vamos jantar, pai, a gente se fala depois.
- Ok, filhão.
E o sr.Paulo se foi, nós nos sentamos em uma mesa bem no canto do restaurante, onde não tinha ninguém e ficamos conversando. Pedimos spaguetti e vinho.
Depois de comer pedimos a sobremesa, mas o Bruno se lambuzou.
- Puutz.
-Deixa que eu limpo. - peguei um guardanapo e limpei, ele ficou me olhando meio fascinado, foi engraçado.
Deixei minha mão sobre a mesa e ele a pegou, ficou alisando-a um tempo.
- Bruno, eu tô com sono, acho que já vou indo.
- Espera só um pouco, vou ali me despedir do meu pai e nós vamos.
- Ok.
Nos despedimos dos pai dele e fomos pro prédio, ele me levou até a porta.
- Bom, então isso é um Boa noite. - eu disse.
- Acho que sim.
Abri a posta e quando fui entrar ele me puxou pela cintura. Ele ia me beijar mas eu virei o rosto e ele me deu um beijo na bochecha.
- Boa noite. - eu disse e entrei em casa.




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